13 de fevereiro de 2012

Google recebe aprovação da UE para compra da Motorola




O Google recebeu sinal verde da União Europeia para concluir a compra da fabricante de celulares Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões. O negócio, anunciado em agosto, é visto como uma tentativa da empresa de internet se armar com patentes para proteger o sistema operacional Android.

Enquanto a Comissão Europeia afirmou que o negócio não levanta nenhuma preocupação com relação à competição, o chefe de defesa da concorrência da UE, Joaquin Almunia, afirmou que ele se preocupa com o uso de disputas judiciais por parte dos fabricantes para bloquear o avanço de seus concorrentes. “Estamos atentos ao do crescente uso estratégico das patentes nesse setor e estamos vigilantes”, afirmou por e-mail à Bloomberg. “Podemos conter o avanço dessa guerra de patentes”, disse a repórteres em Bruxelas.

O Google citou as disputas por patentes como uma das principais razões para justificar o acordo com a Motorola Mobility e sua lista de 17 mil patentes. A Apple, fabricante do iPhone, e a Microsoft, dona do sistema operacional Windows Phone, têm processado fabricantes como Motorola Mobility, Samsung e HTC,  que usam o sistema Android, do Google.

O Google comprometeu-se, na semana passada, a honrar os compromissos da Motorola Mobility de licenciar patentes que são parte de tecnologias padrão de indústria. A comissão disse que suas investigações concluíram que o Google dificilmente bloqueará o acesso ao software do Android, ou usará patentes essenciais da Motorola Mobility para dar vantagem indevida aos seus serviços de busca e publicidade.  

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos pode dar seu aval ao negócio até o fim da semana, segundo duas fontes próximas à órgão.

Motorola Mobility, Samsung, Apple e Microsoft estão envolvidas em inúmeras disputas judiciais envolvendo patentes na Europa, na medida em que a demanda por smartphones e tablets crescem em ritmo acelerado. A entrega de aparelhos para os varejistas cresceu 55% no quarto trimestre, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado IDC.

Fonte: Valor Econômico
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