19 de fevereiro de 2011

Renner investe em loja com marca própria e acirra setor

No segmento de marcas próprias, depois do boom na área de alimentos e produtos de higiene, chega a vez da disputa ficar mais acirrada no ramo do vestuário, com a lojas Renner anunciando que irá abrir uma loja com o mesmo nome da bandeira Blue Steel em março - uma de suas 17 marcas próprias voltada para o público jovem. Atualmente a rede tem 18 bandeiras próprias e pretende continuar investindo nesse modelo, caso o piloto com a Blue Steel tenha bons resultados.

Assim, a marca vai concorrer diretamente com a Marisa que já trabalha com este conceito, pois todas as roupas vendidas pela marca levam na etiqueta o nome da bandeira. A primeira das três lojas previstas no novo modelo da Renner, que servirá como um teste para a companhia, ficará localizada em São Paulo, no Shopping Boulevard Tatuapé, e se enquadrará no formato compacto já adotado pela varejista de roupas.

Segundo o presidente da rede, José Galló afirmou em conferência, novos consumidores estão vendo a Renner como uma oportunidade para compras no varejo devido ao crescimento econômico do País, que permitirá um aumento no consumo de novas camadas da sociedade. Em relação ao projeto ele disse que pode ser considerado "sinérgico", pois utiliza a mesma estrutura logística e de distribuição das operações.

Em 2011, a rede que é gaúcha terá mais 33 novas lojas entre modelos compactos - o principal investimento da empresa -, lojas tradicionais, além do piloto. No primeiro semestre já serão inauguradas 10 novos pontos de venda. Além dos novos pontos de venda, a Renner quer voltar a investir em segmentos ramo em que deixou de atuar há quase dez anos: decoração e cama, mesa e banho. Hoje, a marca atua em vestuário, perfumaria, calçados, bolsas e cintos.

Sobre o projeto de comercializar artigos de cama, mesa, banho e decoração, o executivo chamou como "um sonho, sem nada concreto", assim como os planos de criar uma rede exclusiva para atender a população de classes mais baixas.

O valor destinado a esses investimentos não foi divulgado. A posição de caixa, no entanto, totalizou R$ 683,7 milhões no ano passado. Os investimentos durante 2010 somaram R$ 160,3 milhões contra R$ 69,1 milhões em 2009. A rede encerrou o ano anterior com 134 lojas - 14 unidades a mais do que no ano anterior. As vendas pelo conceito mesmas lojas - que considera aquelas em operação há pelo menos 12 meses subiram 10,3 % no acumulado de 2010.

Concorrência

Com o intuito de se manter na concorrência a Riachuelo trouxe para suas lojas um novo projeto arquitetônico, com a proposta de modernizar a rede. A sétima loja foi inaugurada recentemente no West Shopping, em Campo Grande (MT). As áreas estarão devidamente sinalizadas e ambientadas de acordo com os departamentos de moda feminina, masculina, infantil, acessórios, casa e decoração. Para isso, a empresa afirma que foram concebidos elementos de visual merchandising, que determinam e marcam cada um dos diferentes segmentos dentro da própria loja de maneira perfeitamente integrada.

Com este modelo inédito de negócios, a empresa hoje possui um dos maiores parques fabril da América Latina e incorporou o conceito fast fashion, objetivando democratizar o acesso às últimas tendências das passarelas nacionais e internacionais. Atualmente, a rede tem mais de 15 milhões de clientes no cartão Riachuelo espalhados pelo Brasil.

Entre as estratégias para ganhar mercado e superar a concorrência, a meta da marca é investir R$ 1,7 bilhão até 2013 para dobrar a área de vendas, de 240 mil metros quadrados para 480 mil metros² no período, ampliando a rede das atuais 114 para 190 lojas, nos próximos três anos. Além da Riachuelo, o grupo é dono da confecção de mesmo nome, além de um shopping center, o Midway Mall, em Natal (RN), e uma financeira homônima do mall.

Mercado

Segundo informações da presidente da Associação Brasileira de Marcas Próprias (Abmapro), Neide Montesano, isso já é muito comum na Europa e nos Estados Unidos e o Brasil só acompanha as tendências internacionais. "Nos últimos anos o preconceito acabou e consumidor final aderiu ao conceito", enfatiza a porta-voz.

O segmento de moda ampliará o número de lojas neste ano, seguindo o ritmo de 2010, em que e a expectativa é alcançar 1.495 estabelecimentos, ante os 1.285 estabelecimentos comerciais de grande expressão em todo o País, conforme pesquisa realizada pela Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abeim).

O estudo apresentado leva ainda em conta grandes redes de varejo especializadas em vestuário, como Renner, C&A, Marisa, Marisol, além de unidades de supermercados que comercializam vários modelos de roupas - Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart - e que devem disputar ainda mais o consumidor depois de sentirem aumento das vendas ao longo de 2010.

Fonte: DCI
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