13 de março de 2013

Empresas mineiras lutam pela regularização do Promotor de Vendas

Infelizmente o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) está pegando pesado com os promotores de venda em Minas Gerais. 

No entendimento do ministério, esses profissionais, que são terceirizados, estariam atuando de forma irregular por também fazerem a reposição de mercadorias. Em contrapartida, as agências discordam da posição e afirmam que não se trata de uma atividade final do supermercado. E alertam que, caso a fiscalização seja mantida, pode acarretar numa série de prejuízos para o mercado, como a demissão de 5 mil profissionais em Minas e o aumento de preços.

A Superitendência Regional do MTE em Minas Gerais assinou termo de compromisso em julho com quatro grandes redes de supermercado no qual as empresas varejistas se comprometeram a acabar com a terceirização da mão de obra para atividade fim. A ação faz parte de um projeto piloto do governo federal iniciado no estado e que posteriormente será adotado em todo o país. Inclusive, deve ser criado no ministério um setor dedicado exclusivamente aos supermercados, repetindo o que é feito na construção civil, comércio varejista e outros 11 segmentos. Mas três redes varejistas não concordaram com a medida e acabaram autuadas, tendo prazo de 30 dias para se manifestar sobre o episódio.

Na avaliação de um dos representantes do comitê, Davis Bernardino, os auditores classificaram a função do promotor como atividade fim, por considerar que eles também fazem a reposição de produtos. No entanto, ele afirma haver a extrapolação da atividade de repositor. Bernardino explica que o promotor percorre diariamente quatro ou cinco supermercados em busca de melhores oportunidades para os produtos da indústria que representa. “A ideia é expor com maior destaque. Vão tentar vender o produto da melhor maneira possível”, justifica. Se aprovado pelo gerente o ponto escolhido, o promotor faz a colocação dos produtos.

Além disso, o que o diferencia do repositor é o fato de que o promotor fica responsável também por municiar a indústria de informações referentes ao produto, como o preço cobrado pelos concorrentes, a força de vendas em cada estabelecimento e até mesmo a quantidade de danos registrados nas embalagens. Os relatórios servem para a indústria reposicionar seus produtos em busca de maior competitividade. Por isso, dada a maior qualificação, a remuneração direta também é maior que a do repositor .

Auditoria do Ministério do Trabalho constatou situação diferente da relatada. Segundo o coordenador do projeto de monitoramento da terceirização, Ailton Pozzato, apesar de qualificados como promotores, os trabalhadores fazem desde o descarregamento de mercadorias dos caminhões até sua organização, preço e limpeza. Todas as tarefas são relacionadas à atividade do supermercado. E mais: a maior parte deles é contratada por empresas prestadoras de serviço e não diretamente pelas indústrias, o que é vetado. “Na verdade, são repositores”, adverte Pozzato.

Fonte: Estado de Minas
Reações:

2 Participações:

Anônimo disse...

Sou promotora de vendas e preciso do meu serviço para sobreviver. ja que o problema e o nome promotor então muda para repositor e melhor do que demitir 5.000 pessoas. Se fala tanto em mudar o brasil acabar com o desemprego mas parece que nao e bem isso que estão querendo...Tem que haver alguem que lute pelos nossos direitos que pensem em nos,os promotores estão completamente desamparados cade o governador de minas. Pensem bem antes de tomar atitudes que pode destruir 5.000 mil pessoas!

Anônimo disse...

olá.
gostaria de perguntar?

sou promotor de vendas de uma determinada marca e contratado diretamente por ela sendo que o meu cargo na carteira é de promotor de vendas.

no entanto, na loja de materiais onde exerço a minha função sou praticamente obrigado a abastecer,organizar,atender e vender produtos que nao sao da minha marca. o gerente do setor deiza bem claro de que é para todos buscarem conhecimento de outras marcas pois terao que vender todas elas,independente de qual marca ela seje contratada. deixam claro de que quem nao fizer por assim irao comunicar a empresa que nos contratou e pedir para que nos demitam.
possuo senha de acesso a todo o sistema da loja. possuo senha de vendas.onde é possivel verificar diversos produtos vendidos por mim que nao sao da minha marca. tenho que usar um colete por sima do meu uniforme contendo o slogam da loja onde desenvolvo minhas atividades.
quem realiza a escala de horario de todos os promotores é o gerente do setor da loja onde inclui ate mesmo 2 domingos por mes.isto sendo que minha industria nao permite que eu trabalhe no domingo. no entanto eu trabalho e folgo um dia na semana para nao criar briga,pois preciso do emprego.

sao tantas outras coisas que tenho a dizer que no omento nao as lembro.
enfim.
gostaria de ter um auxilio nesta minha situação.
é correto ?
tenho algum dreito a cobrar?