21 de fevereiro de 2012

Jaguar Land Rover também quer atacar o mercado chinês



As vendas mundiais da Jaguar Land Rover subiram 25% em 2011


A Tata Motors Ltd. informou terça-feira que sua filial britânica, a Jaguar Land Rover, escolheu um sócio para montar seus carros na China, uma investida que provavelmente permitirá a ela vender veículos a preços competitivos, naquele que desponta como o maior mercado fora da Europa para suas marcas de luxo.

"Estamos aguardando as autorizações exigidas pelas autoridades reguladoras" para a fábrica chinesa, disse a jornalistas o diretor financeiro da Tata Motors, C. Ramakrishnan.

Ele não quis dar detalhes sobre o sócio chinês, mas disse que a Tata Motors vai dobrar o investimento na Jaguar Land Rover em comparação ao ano passado, para 1,5 bilhão de libras por ano (US$ 2,4 bilhões), visando desenvolver novos produtos e tecnologias.

A Jaguar Land Rover está de olho na China para compensar o enfraquecimento da demanda em seus grandes mercados tradicionais, os Estados Unidos e a Europa, onde o consumo tem sido prejudicado pela crise econômica.

A maioria dos mercados emergentes, como a China, cobra impostos maiores dos carros importados para estimular a indústria doméstica. As montadoras, assim, procuram por sócios para fabricar seus veículos localmente.

Ralf Speth, diretor-presidente da Jaguar Land Rover, disse em janeiro que a empresa pode gastar até 100 milhões de libras na nova fábrica chinesa.

A fabricante de carros de passeio e utilitários esportivos de luxo também estuda construir uma linha de montagem parecida no Brasil, disse Speth no mês passado.

A Jaguar Land Rover, que a Tata Motors comprou da Ford Motor Co. em 2008 por US$ 2,3 bilhões, abriu uma fábrica ano passado na cidade de Pune, na Índia, onde ela monta o utilitário esportivo Land Rover Freelander.

As vendas mundiais da Jaguar Land Rover, no período de abril de 2011 a janeiro de 2012, subiram 25% em relação a um ano antes, para 245.705 veículos. A Jaguar Land Rover tem atualmente três fábricas em Castle, no Reino Unido.

The Wall Street Journal
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