A forte crise financeira que pôs dezenas de empresas em dificuldades já anunciava que uma onda de consolidação estava por vir entre as empresas brasileiras.O baque para algumas companhias, sobretudo para as que tiveram perdas com derivativos cambiais, foi tão forte que o improvável aconteceu: depois de três tentativas frustradas, Perdigão e Sadia, que juntas possuem valor de mercado superior a R$ 10 bilhões, enfim se associaram, dentro de um plano de levantar R$ 4 bilhões com emissão de ações ao mercado. A criação da Brasil Foods (BRF), como foi batizada a nova empresa, deve colocar um ponto final na dívida de curto prazo bilionária da Sadia, que supera R$ 3 bilhões, sendo cerca de R$ 2 bilhões vencendo até setembro.
A urgência da companhia, liderada pelo ex-ministro Luiz Fernando Furlan, viabilizou uma fusão considerada tão difícil como unificar as torcidas do "Palmeiras e do Corinthians", como se referiu várias vezes ao improvável desfecho.Os desafios, porém, não acabaram e os executivos da nova empresa têm à frente o enfrentamento dos órgãos de defesa da concorrência. Para o ex-presidente do Cade, Ruy Coutinho, a operação da Brasil Foods será a de maior envergadura já avaliada pelo Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC). A transação acertada ontem ocupa o 6 lugar entre as maiores realizadas no Brasil desde 2004.
A apresentação das condições da fusão foi feita nos moldes que o mercado esperava, mas a preocupação com o sucesso da oferta de ações para captar R$ 4 bilhões, por conta das condições ainda pouco favoráveis, contribuiu para a derrocada dos papéis no pregão da BM&F Bovespa. As ações da Perdigão, que será a empresa remanescente da fusão listada em Bolsa, recuaram 6,36%. Houve também um movimento de realização de lucros. Entre 2 de março, quando começaram as especulações sobre a fusão, e segunda-feira, os papéis PN da Sadia subiram 62,5% e os ON da Perdigão, 22,1%.
A fusão entre Perdigão e Sadia não prevê demissões, disseram dirigentes das duas empresas . A nova companhia formada pela união das duas gigantes do setor alimentício, a Brasil Foods, deve ser a maior empregadora privada do país, com mais de 100 mil funcionários.
Segundo o presidente da Sadia, que será copresidente da Brasil Foods, Luís Fernando Furlan, não haverá fechamento de fábricas e espera-se um aumento da demanda e, por consequência, da produção, devido aos esforços combinados das duas companhias para ampliação dos negócios. “Nós estamos fazendo essa associação para aumentar o número de empregos”, afirmou Furlan.
Em relação aos consumidores, tanto a Sadia quanto a Perdigão garantem que não ocorrerão mudanças e que serão mantidas todas as marcas e produtos oferecidos atualmente.
Apesar da otimização dos meios de produção e da logística resultantes da fusão, não há indicação de redução de preços para o consumidor. De acordo com o presidente da Perdigão e copresidente da nova empresa, Nildemar Sanches, o principal motivo de não haver diminuição nos custos é o fato de as empresas serem apenas “uma parte da cadeia produtiva”, que envolve também os distribuidores, atacadistas e vendedores do varejo.
Quanto a uma possível concentração de mercado, Sanches admitiu que a Brasil Foods terá uma “fatia significativa” de vários segmentos do setor de alimentação, mas ressaltou que ainda não se conhecem as dimensões da parcela de mercado referente à nova empresa. Sanches destacou que uma parte significativa da atuação das companhas é no exterior: “Metade do nosso faturamento vem de fora do Brasil.”
Fonte: Gazeta Mercantil







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falaa caraaa
passa la
homenagem a james stewart no blog
http://publicandobr.blogspot.com/2009/05/o-aniversario-de-james-stewart.html
o maior ato de tds
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