
Essa constatação, no entanto, não basta para entender o que faz um consumidor experimentar uma novidade. Para uma melhor compreensão desse processo, a consultoria Market Force Information ouviu seis mil consumidores norte-americanos com idade entre 19 e 72 anos – a grande maioria (75%), mulheres responsáveis pelas compras da casa. O resultado, publicado pela revista Progressive Grocer, em seu site, mostra que as ações de merchandising, citadas por 39% dos respondentes, são as principais responsáveis pela decisão de levar pra casa uma nova marca ou versão.
Promoções também constituem importante incentivo na compra de algo novo, tanto que o quesito foi citado por 31% dos respondentes. Em terceiro lugar apareceram as indicações de amigos ou conhecidos, com 22% de participação. Esse boca a boca se tornou tão importante a ponto de superar até os investimentos em propaganda, algo que, pelo menos nos EUA, convence apenas 8% dos consumidores entrevistados.
Claro que a pesquisa reflete o comportamento de consumidores diferentes dos brasileiros, no entanto traz indicativos que não devem ser descartados. Um dos principais é o reforço à ideia de que nenhum novo item deve ser “abandonado” na gôndola. Se a novidade tem a ver com o público da loja e pode elevar giro e rentabilidade da categoria, nada melhor do que dar a ela uma boa visibilidade. Vale acertar com o fornecedor, no momento da negociação, ações de merchandising como abordagem de promotoras, experimentação e distribuição de amostras, além da inserção de materiais como displays e faixas de gôndola. Afinal, esperar que somente os investimentos em propaganda feitos pelos fabricantes garantam vendas é um erro confirmado pelos números.
Fonte: www.sm.com.br
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