24 de maio de 2010

Estudo aponta prioridades no mix de cada perfil de loja

Realizado pela Nielsen, o levantamento Assortman Benchmark analisou o impacto gerado pelas alterações de sortimento nas vendas de 36 categorias de produtos em lojas de vizinhança, super e hipermercados da Grande SP. A partir da análise dos resultados, a consultoria tirou algumas conclusões sobre as características dos produtos que devem receber tratamento especial em cada tipo de loja.

Frequentadas, em média, 18 vezes ao ano por 70% dos shoppers, as lojas de supermercado obtiveram aumento de 10% nas vendas dos itens analisados em 2009. O desempenho, no entanto, seria melhor se esses estabelecimentos tivessem investido mais na inclusão de lançamentos no mix. Entre outras razões, isso acontece porque quem frequenta esse tipo de loja espera encontrar boa variedade de itens. Outro erro observado, segundo a consultoria, foi o privilégio exagerado às marcas próprias. “Elas podem integrar o sortimento, mas principalmente nas categorias com baixo investimento publicitário”, ponderou Juliana Carnicelli, responsável pela área de analytic consulting, em apresentação realizada na manhã de ontem.

Já nas lojas de vizinhança, muito utilizadas para compras de reposição, os lançamentos perdem importância. O contrário ocorre com os itens de marca própria, que devem ser bem trabalhados. Em relação a eles, é preciso apenas combater o alto índice de ruptura, problema verificado com frequência no levantamento feito semana a semana. No ano passado, as vendas nesse formato cresceram 6% nas categorias analisadas.

Frequentadores de hipermercados gastaram, em média, R$ 247 em 2009. Valor que pode aumentar neste ano caso ocorram maiores investimentos na inclusão de lançamentos, preferencialmente com trabalho de PDV. O shopper do canal prefere marcas conhecidas e parece menos disposto a comprar marcas próprias, apesar da grande disponibilidade delas nas gôndolas dos hipers.

Fonte: www.sm.com.br
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